No segmento de habitação de gama
alta, os compradores estrangeiros são os mais dinâmicos em Lisboa, enquanto que
no Porto ainda são os Portugueses quem mais compra.
Na Remax PRO no Porto os compradores estrangeiros são responsáveis por 32% das transações. Os clientes Franceses têm vindo cada vez mais a cidade invicta dado ao facto de poderem beneficiar de isenção fiscal durante 10 anos na sua reforma. Deste modo muitas vezes só o valor dos impostos poupados acaba por “pagar” a habitação adquirida. Clientes Brasileiros e Chineses também têm sido cada vez mais frequentes na Remax PRO.
A agência esta apostar fortemente no mercado de Golden Visa, sobretudo promovendo este programa no Brasil, aonde ainda não é muito conhecido. Para esse efeito a mediadora criou uma parceria com empresas TLCB e Amaral e Barbosa no Brasil no sentido de dar de conhecer a oportunidade de investir em Portugal.
No dia 03 de Dezembro a REMAX PRO vai promover a sua carteira de imoveis e o programa de Golden Visa na Conferencia “Investimento Brasileiro em Portugal” em São Paulo.
A retoma do mercado habitacional
português, e em especial nos produtos de gama alta e de luxo, tem sido, nos
últimos anos fortemente impulsionada pelos compradores de origem estrangeira,
uma realidade que tem tido o seu expoente máximo em Lisboa.
Para o Millennium BCP, cujas
vendas imobiliárias neste segmento de habitação de luxo têm sido mais
expressivas em Lisboa, Cascais e no Algarve, e que apoia diversos projetos de
promoção nesta faixa de mercado, “os clientes estrangeiros têm um peso não
inferior a 50% das vendas neste segmento”, comenta Frederico Lupi, responsável
da área de crédito imobiliário do Banco. Chineses, brasileiros e angolanos,
além de franceses, são os compradores estrangeiros em que o Banco tem sentido
maior dinâmica, embora “em alguns casos, tenhamos também verificado que alguns
imóveis são adquiridos por cidadãos portugueses não residentes”.
O que procura o comprador da
habitação de luxo?
Quanto ao perfil de comprador e
de produto de habitação de luxo, para Frederico Lupi, neste segmento todos os
casos são diferentes”, uma visão partilhada por Rafael Ascenso, que considera
“não existe um padrão definido”. Na perspetiva deste último profissional, os
clientes procuram “localização e qualidade de vida”, considera, acrescentando
que se procura qualidade de construção, envolvente histórica ou de rio/mar e,
sobretudo, “mais apartamentos do que casas unifamiliares”, razões pelas quais,
em Lisboa, as zonas históricas e a envolvente da avenida da Liberdade, e em
Cascais e Estoril, todas a zonas de primeira linha; são as que registam maior
procura neste segmento. Estas são, de acordo com dados da Confidencial
Imobiliário para este segmento do mercado (gama alta) precisamente algumas das
zonas mais caras da Grande Lisboa.
No Porto, a linha de mar,
abrangendo as zonas da Foz do Douro e de Nevogilde; e ainda a Marginal do Rio Douro
até à Baixa do Porto e zona histórica são as que registam maior procura em
termos de habitação de luxo, revela Liliana Martino da ERA. Os dados da
Confidencial Imobiliário referentes ao Porto confirmam também que estas são
algumas das zonas mais valorizadas neste segmento, com preços médios de venda
no 2º trimestre de 2.939 euros/m2 na zona da Foz/Nevogilde e de 2.390 euros/m2
no Núcleo Histórico.

Fonte: Publico
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