Ainda assim continua
a assistir-se uma desaceleração no aumento do preço a que as casas estão a ser
transaccionadas. Os dados
divulgados pelo INE esta quinta-feira mostram que o índice de preços da
habitação (IPHab) registou um aumento de 0,8% no primeiro trimestre.
Trata-se do aumento mais ténue desde o terceiro trimestre de 2013, quando os preços apresentaram uma evolução negativa (caiu 1%, colocando fim a uma série de 12 trimestres de variação negativa).
Esta tendência de desaceleração da taxa de crescimento no preço de venda das casas está a ocorrer desde o segundo trimestre do ano passado, período em que se verificou um aumento homólogo de 5,9%.
O crescimento homólogo de 0,8% ficou a dever-se sobretudo às transacções de casas em segunda-mão, cujo preço médio subiu 2,1%. Já o preço médio de venda de casas novas caiu 1,1%, registando a primeira variação de sinal negativo desde o terceiro trimestre de 2013.
Na comparação entre trimestres, os preços registaram uma variação nula entre os últimos três meses de 2014 e o primeiro trimestre de 2015. Nos dois trimestres anteriores a variação foi nula.
Número de transacções aumenta 38,3%
Esta evolução diferente nos preços reflecte a maior procura que está a haver por casas em segunda-mão. Segundo o INE, entre Janeiro e Março de 2015 foram registadas 25.716 transacções de alojamentos, o que traduz um aumento de 38,3% face ao período homólogo.
Enquanto o número de vendas de casas em segunda-mão aumentou 46,7% para 20.162, as vendas de casas novas aumentou 14,6% para 5.554.
Estes números mostram uma recuperação sustentada do mercado imobiliário residencial, já que o número de casas vendidas atingiu o nível mais elevado desde o último trimestre de 2010, quando foram superadas as 30 mil casas vendidas. Um crescimento que estará também relacionado com as menores restrições que os bancos estão a apresentar na concessão de crédito à habitação.
O número de transacções com casas em segunda-mão também atingiu o nível mais elevado desde o último trimestre de 2010, enquanto a venda de casas novas subiu para um máximo desde o segundo trimestre de 2012.
O INE nota que o quarto trimestre apresenta tipicamente o valor mais elevado de vendas em cada ano.
A Remax PRO esta a crescer 56% face ao mesmo período do ano ano passado.
(Fonte: JN)
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